Governo apoia XI Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado em Sergipe até quinta-feira

Agroecologia | | 14:00h

"Nós temos uma legislação de fomento à produção de produtos de base agroecológica, com o entendimento de que agroecologia vai além de se produzir alimentos saudáveis, mas passa também pelo respeito ao meio ambiente, pela saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores e pela promoção da igualdade de gênero no campo”, destaca André Bomfim.

Até a próxima quinta-feira, 07 de novembro, o XI Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) promove uma ampla programação em torno do tema central “Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares”. O evento acontece na Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus São Cristóvão, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa (Embrapa) e do governo de Sergipe, através de cooperação técnica firmada pela Secretaria de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (SEAGRI). Com uma proposta de intercâmbio de conhecimentos populares, ancestrais e científicos, o CBA conta com a participação de grupos vindos de todo o Brasil, entre movimentos sociais, povos indígenas, povos de terreiro, povos do campo, da floresta e das águas, comunidades quilombolas, além de acadêmicos, professores e pesquisadores.

De acordo com o secretário André Bomfim, o Estado apoia a realização do evento por considerar o tema a Agroecologia de fundamental relevância para o cenário nacional. “Vocês estão em um Estado que respeita e apoia a Agroecologia, tanto que temos nela uma política de Estado. Nós temos uma legislação de fomento à produção de produtos de base agroecológica, com o entendimento de que agroecologia vai além de se produzir alimentos saudáveis, mas passa também pelo respeito ao meio ambiente, pela saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores e pela promoção da igualdade de gênero no campo”, disse o secretário André Bomfim, ao representar o governador Belivaldo Chagas na abertura do evento.

Ele acrescentou que o estado de Sergipe encontra-se com uma conjuntura política favorável ao desenvolvimento da Agroecologia. “Esse ano, o governador Belivaldo Chagas, entendendo a importância da política agroecológica, entregou à população 30 toneladas de sementes crioulas - a ‘semente libertadora’ para a agricultura e para o agricultor. Também temos a grata satisfação de ter parlamentares, como o deputado João Daniel, que apoiam a causa e destinam emendas à Secretaria da Agricultura com o intuito de favorecer beneficiadoras de sementes e bancos de semente crioulas. Temos consciência de que precisamos avançar muito mais, inclusive apoiando eventos como esse, que fomentam discussões e promovem a troca de conhecimentos e experiências entre agricultores e pesquisadores”, ressaltou.

O chefe-geral interino da Embrapa, Marcelo Fernandes, atribuiu a realização do Congresso a uma virtuosa somação de esforços, e pontuou a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa na organização e nos processos de organização científica voltados para a agricultura familiar. “Entre as temáticas valorizadas pela Embrapa, eu ressalto a inovação social, a elaboração e desenvolvimento de insumos biológicos, matemática de alimentos, nutrição e saúde, e também a convivência com a seca, para citar alguns”, disse Marcelo.

Sobre o Congresso
A construção do congresso se desenvolve a partir de encontros, oficinas e espaços formativos entre a Comissão Local, a Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA) e a Associação Brasileira de Agroecologia, promotoras do CBA, e da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que se subdivide em cinco comissões: Técnico-Científica; Captação de Recursos e Parcerias; Metodologia; Infraestrutura e Logística; e Comunicação, Arte e Cultura. O presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, Roni da Paixão Souza, explicou que o Congresso está organizado no formato de TEIA.

“A Teia será composta por ambientes de Diálogo de Saberes, como os Tapiris de Saberes, nos quais os trabalhos científicos serão apresentados e refletidos coletivamente, em conjunto com relatos técnicos e populares; os ambientes permanentes, que são: Feira dos Saberes e Sabores, Terreiro das Inovações Camponesas, Cozinha das Tradições, Ciranda Infantil, Acampamento, Tenda da Cura; Ambientes de Interação Agroecológica, tais como oficinas autogestionadas, vivências, rodas de conversa, intervenções artístico-culturais, instalações artístico-pedagógicas, lançamento de livros e exposições, Festival Internacional de Cinema Agroecológico, Festival Sergipe Cultura e agroecologia; Ambientes identitários e organizativos, tais como plenárias de mulheres, de juventudes, Assembleia da ABA-Agroecologia, Plenária de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, reuniões e outros”, detalhou.

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