Seagri e Banco do Nordeste dialogam sobre custeio para safra 2018

Agricultura | | 09:00h

O objetivo é adotar uma medida emergencial para financiar a safra até que se realize novo zoneamento para a citricultura.

Pequenos e médios produtores de laranja e maracujá não estão conseguindo custeio para a safra 2018. O motivo é que o zoneamento destas culturas agrícolas feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) está vencido desde final do ano passado. A dificuldade levou a secretária de estado da Agricultura Rose Rodrigues a realizar reunião, esta terça-feira, 29, com o superintendente do Banco do Nordeste, Antônio César de Santana, com objetivo de encontrar uma medida emergencial para financiar a safra até que se realize novo zoneamento para a citricultura.

O zoneamento é uma espécie de estudo que justifica a viabilidade técnica ou gestão de risco de qualquer cultivo numa determinada região. Nele são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares. O trabalho é feito a partir de uma metodologia validada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) por solicitação do Ministério da Agricultura. Geralmente este estudo é utilizado como critério das instituições financeiras para custear safras.

“Uma possível saída é a instituição financeira aceitar a certificação de laudo técnico por município emitido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuária de Sergipe (Emdagro)”, disse o diretor técnico da empresa, Gismário Nobre. Segundo ele, a sugestão foi dada via e-mail pela própria Secretaria Especial da Agricultura do Governo Federal.

Presente na Reunião, o técnico em agropecuária, Fábio Garcia, disse que milhares de produtores podem ficar prejudicados com a falta de custeio. A informação do Banco do Nordeste é de que já estão em análise cerca de 700 operações financeiras e este número pode crescer nos meses de junho e julho, período de safra para a região.

A secretária Rose Rodrigues apelou para o apoio do Banco que tem sido parceiro importante para o fortalecimento da agropecuária sergipana. Rose solicitou que a instituição analisasse a possibilidade de aceitar o laudo da Emdagro como saída emergencial.

Como encaminhamento, o superintendente Antônio César vai consultar o Ministério da Agricultura, a resolução nacional da própria instituição bancária e verificar como o problema está sendo tratado em outros estados do Nordeste. César garantiu uma resposta ainda esta semana.

 

 

 

Compartilhe


Mais Notícias


Decreto de Agroecologia Estadual é regulamentado pelo Governo do Estado de Sergipe.

Agricultura | 15.06.18 | 07:27h

O Decreto de Agroecologia de nº 40.051 que regulamente a Lei 7.270/11, acaba de ser regulamentado pelo Governo Do Estado de Sergipe. É uma grande vitória para a população camponesa que entende a Agroecologia como um modo de vida adequado para o ...

Artesanato sergipano recebe investimento do Projeto Dom Távora

Projeto Dom Távora | 06.06.18 | 21:59h

O projeto realizou oficina para bordadeiras de cinco municípios que trabalham com ponto cruz, richelieu e rendendê. Elas tiveram como inspiração estética o artista sergipano Artur Bispo do Rosário.

Gestoras da Agricultura e de Planejamento de Poço Verde reuniram-se com a secretária de estado Rose Rodrigues

Projeto Dom Távora | 06.06.18 | 15:25h

Secretárias da Agricultura e do Planejamento de Poço Verde, Adriana Souza e Rita de Lula reuniram-se na Seagri para discutir com a secretária da agricultura do estado Rose Rodrigues, quanto às ações do Estado para o município de Poço Verde.

Sergipe participa de cooperação técnica interestadual para comunidades tradicionais

Agricultura | 31.05.18 | 12:53h

A iniciativa foi discutida e planejada no Fórum de Gestores Estaduais de Agricultura Familiar do Nordeste e Minas Gerais

Secretária da Agricultura de Sergipe participa do IV Encontro Nacional de Agroecologia

Agricultura | 30.05.18 | 20:33h

O IV ENA tem como desafio principal promover espaços de diálogo entre o campo e a cidade

Parceria: gestão de biofábrica em Sergipe é discutida entre Seagri, Emdagro e SergipeTec

Agricultura | 30.05.18 | 08:48h

Redução do custo da produção agrícola e redução do uso de agrotóxico. Essas duas vertentes justificam todo esforço que estamos fazendo para colocar a biofábrica para funciona.