Vegetação

FORMAÇÕES DAS REGIÕES ÚMIDAS

Formações Perenifólias:

  • Manguezais
  • Floresta Atlântica
  • Associações de praias e dunas
  • Associações de restingas – Campos de restinga e matas de restinga
  • Associações de várzeas – Campos de várzeas e matas de várzeas
  • Mata de terra firme

Formações Mistas Estacionais:

  • Floresta Atlântica
  • Associações subperenifólias
  • Associações subcaducifólias
  • Associações caducifólias mistas com a caatinga
  • Associações secundárias
  • Campos antrópicos
  • Cerrado

Formações das Regiões Áridas:

  • Caatinga hipoxerófila
  • Caatinga hiperxerófila
  • Associações rupestres

Nas regiões úmidas são encontradas as formações perenifólias mistas estacionais.

As formações perenifólias são aquelas cujos vegetais não perdem as folhas durante o período de estio. Vegetação deste tipo é encontrada de forma contínua desde o município de Pirambu até a divisa com a Bahia. Entre as associações estão os manguezais localizados na foz dos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe e afluentes, com diversas espécies de mangues (gêneros Rhyzophora, Laguncularia e Conocarpus) e outras.

A Floresta Atlântica, ou mata Atlântica, estende-se por todo o litoral em uma faixa com largura aproximada de 40 km, onde hoje restam apenas alguns remanescentes. À medida que se afasta do litoral, o porte das árvores vai diminuindo, além de as mesmas irem assumindo a forma caducifólia, isto é, vegetais que perdem folhas, até a substituição por vegetação de caatinga.

As associações de praias e dunas são formadas por vegetação herbácea e ocorrem desde a foz do rio São Francisco até a divisa com a Bahia, assentadas em areias quartzosas.

As associações de restingas são formadas por plantas arbustivas associadas com cactáceas, gutíferas e orquidáceas, ocorrendo gramíneas e ciperáceas.

Os campos de várzeas são constituídos por vegetação herbácea de gramíneas e ciperáceas, encontrados nas margens dos rios São Francisco, Japaratuba-Mirim, Açu, Sergipe, Cotinguiba, Poxim-Açu, Poxim-Mirim, Vaza-Barris, Piauí e outros.

Margeando os campos, encontram-se as matas de várzeas com plantas arbóreas de raízes tabulares, com predominância de gameleira branca, mulungu branco, ingazeiras, moráceas e leguminosas.

As formações mistas estacionais são localizadas mais afastadas do litoral.

Na floresta Atlântica, as formações subperenifólias recobrem os municípios de Laranjeiras, Japaratuba, Pacatuba, Nossa Senhora das Dores, Maruim, parte de Siriri e Divina Pastora. Possuem árvores de grande porte, com até trinta metros, encontrando-se, dentre outras, leguminosas, palmáceas, bambus, canafístula, jatobá e pau-d’arco.

As associações subcaducifólias são constituídas por árvores com até vinte metros, associadas com plantas de caatinga. São plantas com até 15 metros, dentre as quais leguminosas, euforbiáceas, pau-d’arco, cajazeira, baraúna e cedro. São encontradas recobrindo os municípios de Tobias Barreto, Poço Redondo, Simão Dias, Pedra Mole e Propriá.

As demais formações são decorrentes da degradação da vegetação primitiva, com a ocorrência de vegetação herbácea associada a remanescentes da flora anterior.

O cerrado em Sergipe é denominado de tabuleiro, caracterizando-se pela ocorrência de bosques de árvores, situados no meio de campos de gramíneas e ervas, a exemplo do que ocorre nos municípios de Neópolis, Pacatuba e Propriá, onde se situa em áreas planas e elevadas. Em outros municípios, a exemplo de Capela, Nossa Senhora das Dores, Siriri, Areia Branca, Laranjeiras, Salgado, Lagarto, Riachão do Dantas, Itabaianinha, Itaporanga d’Ajuda e Japaratuba, ocorre em áreas com leves ondulações. Há predominância de jurema (Mimosa nigra) nas áreas mais próximas de caatingas. Mais próximo ao litoral, há predominância de candeia (gêneros Lychnophora, Vanillonopsis e outros). Sua ocorrência se dá, principalmente, em solos latossolo vermelho amarelo, podzólico vermelho amarelo e areias quartzosas distróficas.

No tocante às formações de regiões áridas, são constituídas por vegetação de espécies xerófilas e da caatinga. Ocorrem no Semi-árido, onde a evaporação é maior que a precipitação pluviométrica.

A caatinga hipoxerófila é mais úmida e possui os três estratos de vegetação: herbáceo, arbustivo e arbóreo. O estrato herbáceo, com plantas de até um metro, é constituído, dentre outras, por bromeliáceas, gramíneas e outras espécies. O estrato arbustivo, com vegetais de dois metros de altura, é constituído por leguminosas, euforbiáceas, crótons, rubiáceas e outras. O estrato arbóreo, com árvores de até quinze metros, é constituído por anacardiáceas, leguminosas, cactáceas e várias outras. Nela, ainda são encontradas plantas da mata Atlântica, entre elas o cedro, o mau-vizinho e o bom-nome.

A caatinga hiperxerófila ocorre em zonas mais secas, com sete a dez meses secos, abrangendo grande parte dos municípios de Canhoba, Itabi, Canindé do São Francisco, Monte Alegre de Sergipe, Graccho Cardoso e Nossa Senhora de Lourdes. A vegetação é de porte mais baixo que na caatinga hipoxerófila, ocorrendo, dentre outras, leguminosas, solanáceas, bignoniáceas, cactáceas e euforbiáceas.