Clima

O estado de Sergipe ocupa uma faixa litorânea que, na sua porção superior de maior largura, chega aos 120 km. Os totais pluviométricos nessa faixa decrescem rapidamente do litoral para o interior, acarretando o aparecimento de um clima semi-árido na sua parte ocidental, mais acentuado ao noroeste.

O regime pluvial prevalecente é do tipo mediterrâneo, com máximo no outono-inverno, associado a perturbações causadas por massas polares atlânticas que nesse período podem alcançar baixas latitudes na costa brasileira. Chuvas convectivas ou convergentes, relacionadas com movimentos da convergência intertropical, são reduzidas e irregulares, faltando totalmente em alguns anos, o que agrava as condições de semi-aridez. Como os ventos de sudeste não encontram modificações acentuadas do relevo, vão se desumidificando e diminuindo rapidamente a capacidade de provocar chuvas na medida em que penetram no interior.

Como característica do regime de chuvas o verão é seco, ao passo que a evaporação do período não é compensada por uma precipitação de pluviosidade suficiente.

As zonas climáticas, que não têm limites muito precisos, são:

Semi-árido – Caracteriza-se por grande deficiência hídrica. As precipitações anuais raramente se situam entre 500 e 700 mm, sofrendo muita variabilidade, com dois ou três meses favoráveis às atividades agrícolas;

Clima de transição semi-árida – Corresponde ao que se denomina de Agreste, com precipitações entre 700 e 900 mm anuais, chegando a ultrapassar os 1.000 mm/ano. Nesta zona, verifica-se a acentuada expansão da pecuária;

Clima de transição sub-úmida – Situada próxima ao litoral; é, portanto, susceptível aos períodos secos, em razão dos totais de precipitação, situados acima dos 1.000 mm anuais. Mesmo assim, o litoral sergipano se caracteriza pelos baixos totais pluviométricos, que declinam a partir do norte de Salvador e só voltam a crescer depois da foz do rio São Francisco, já no estado de Alagoas.